Introdução

Monitorar recursos no Linux é, tecnicamente, a parte fácil. As lojas das distribuições oferecem várias opções, e ainda temos alguns monitores clássicos, testados pelo tempo.

Mesmo assim, recentemente esbarrei em um que chamou a minha atenção, e por dois motivos logo de cara:

  • é um monitor de linha de comando, como o HTOP (ótimo para personalização);
  • e é bonito, com uma boa divisão de telas e uma demonstração clara do uso de recursos.

Dito isso, aqui vão as minhas impressões sobre o BTOP no Linux, junto de uma breve comparação entre o BTOP e o HTOP.


Por que monitorar recursos ainda importa

Mesmo com hardware moderno, entender como o seu sistema se comporta em tempo real continua sendo essencial.

Esse acompanhamento ajuda em várias situações. Por exemplo, quando você está:

  • rodando ambientes de desenvolvimento local;
  • investigando problemas de desempenho;
  • trabalhando com containers;
  • ou apenas tentando entender para onde vão os seus recursos.

Por isso, um bom monitor de recursos te dá retorno imediato. Além disso, ele ajuda a criar intuição sobre o sistema.

É justamente aí que as ferramentas de terminal brilham.

Leia também: Interface Gráfica no Linux Explicada: O Guia Rápido e Prático


HTOP vs BTOP++

Antes de tudo, é importante deixar isso bem claro: o HTOP é uma excelente ferramenta.

Criado por Hisham Muhammad, o HTOP é rápido, minimalista, testado em batalha e muito respeitado pela comunidade Linux.

Não é por acaso que ele virou padrão. Aliás, virou até parte da cultura hacker.

Então, por que vale a pena olhar para o BTOP++?


O que torna o BTOP++ diferente

O BTOP++ pode ser visto como uma evolução natural da ideia do HTOP.

Enquanto o HTOP é escrito em C, o BTOP++ é escrito em C++. Por isso, ele consegue oferecer:

  • componentes visuais mais ricos;
  • gráficos integrados de CPU, memória, disco e rede;
  • uma interface mais moderna e polida;
  • vários painéis sem abrir mão da usabilidade.

Mesmo assim, tudo continua rodando dentro do terminal. E, em sistemas modernos, sem perda significativa de desempenho.


Vale a pena usar o BTOP no Linux?

Como quase tudo em tecnologia, aqui também não existe bala de prata.

Na prática, as duas ferramentas se destacam em cenários diferentes.

HTOP

  • minimalista e extremamente rápido;
  • estabilidade comprovada ao longo de muitos anos;
  • ideal para sessões SSH e servidores;
  • ótima escolha para ambientes com poucos recursos.

BTOP++

  • visualmente rico e moderno;
  • excelente para desktops e estações de trabalho;
  • ótimo para desenvolvimento local e depuração;
  • facilita enxergar padrões de desempenho num só olhar.

Para fechar, fica uma regra simples de guardar:

HTOP para servidores. BTOP++ para desktops e estações de trabalho.


Como instalar o BTOP++

A seguir, veja os comandos para as distribuições mais comuns.

Arch / Manjaro / Big Linux

Em seguida, execute com:

Ubuntu 22.10 ou mais recente

Ubuntu 22.04 LTS ou anterior


Atalhos de teclado úteis

Depois de abrir o BTOP++, estes atalhos vão acelerar o seu dia a dia:

  • ESC ou M → abre o menu;
  • / → navega entre os processos;
  • F → filtra processos pelo nome;
  • K → encerra o processo selecionado.

Aliás, a lista completa fica disponível em Help, dentro do menu.


Conclusão

O BTOP++ não é um substituto do HTOP. Na verdade, ele é um complemento.

O HTOP segue como referência absoluta para um monitoramento mínimo e confiável em servidores. Já o BTOP++ traz clareza e riqueza visual. Por isso, ele se torna especialmente valioso em desktops e estações de desenvolvimento.

Em resumo, se você passa boa parte do dia trabalhando localmente no Linux, vale muito a pena adicionar o BTOP++ à sua caixa de ferramentas.


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